• Déficit de Atenção e Hiperatividade ou apenas características de uma nova geração?

    Neocortex (1)É perceptível que nossas crianças, principalmente a partir de 1990, possuem algo de muito diferente e especial! Fica muito evidente que alguma coisa está acontecendo com elas. Mas, o quê é?

    Pesquisadores americanos perceberam que elas trazem características peculiares e parecidas umas com as outras. E foram denominadas crianças índigo, por apresentarem a aura azul índigo. Claro que nem todas elas os são.

    Essas crianças seriam seres que apresentam alto nível de inteligencia, são muito ativas, possuem o pensamento muito acelerado, questionadoras, mais sensíveis, distraem-se facilmente, altamente criativas, possuem uma neurofisiologia diferente, utilizam mais o lado direito do cérebro e o neocórtex, são crianças espiritualizadas, preocupadas com o meio ambiente, com a paz e a fraternidade.

    Vieram ajudar a promover uma transformação social, educacional, familiar e espiritual em todo o planeta. Estas estão agindo através do questionamento das instituições, começando pela familiar, principalmente aquelas que agem sem dedicação, autenticidade, explicações, informações, escolhas e negociação.

    São classificadas em quatro categorias:

    • Artistas: apresentam dons artísticos como pintores, escritores, músicos, atores
    • Humanistas: se preocupam com os valores humanos e a justiça
    • Conceituais: são projetistas e atléticos
    • Interdimensionais: mais espiritualizados, possuem princípios éticos e morais bem sedimentados.

    Estes seres se bem conduzidos trarão esperanças às futuras gerações, valorizando o bem e o belo. Já se mal conduzidas poderão se enveredar para o crime e as drogas como forma de fugir a sensação de incompreensão e frustração, por não poderem manifestar todo o seu potencial criativo.

    Tanto os pais como os psicólogos, psicopedagogos e pedagogos estão perdidos com esta nova geração. As escolas não se encontram preparadas para compreender, incentivar e os conduzir.

    Ao contrário, tratam-nos como se fossem um transtorno ao grupo, como se fossem deficientes, inoportunos, mas são muitas vezes gênios incompreendidos, como foram: Albert Einstein, Beethoven, Graham Bell, Salvador Dali, Leonardo da Vinci, Thomas Edson, Galileu Galilei,… Todos eles tiravam notas baixas, não se adequavam ao sistema de ensino, apresentavam déficit de atenção ou hiperatividade, mas mesmo assim, fizeram a diferença para a humanidade!

    Drogas da obediência, como a Ritalina e agora a mais recente chamada Concerta pretendem “consertar” nossas crianças. Consertar o que? Será que são elas que precisam ser consertadas ou as visões deturpadas daqueles que não conseguem aceitar nada diferente? Será que a nossa sociedade sabe conviver com as diferenças? Será que estas crianças precisam mesmo ser dopadas? Será que o que está faltando não seria um olhar mais compreensivo e amoroso para estas crianças?

    Com estes remédios a criança fica obediente, mas perde a espontaneidade. Quando estas crianças atingem a adolescência ficam mais propensas a enveredar-se pela drogadição, pois seu cérebro estará acostumado ao funcionamento com auxilio destas drogas.

    A que se ter mais cautela na administração de medicamentos à crianças. Elas respondem perfeitamente bem à medicações mais naturais e sem contra indicações como florais e homeopatia.

    Estas crianças precisam de limites, mas sem punições. Elas não respondem a ameaças, palmadas e castigos. Elas querem ser convencidas inteligentemente. Os pais devem ser amigos, saber ouvir e orientar. Serão conquistados pela ternura.

    Os pais estão cada vez mais ausentes de seus lares, não vamos aqui questionar os motivos, mas estes não podem terceirizar a educação de seus filhos a outrem, cabe a eles este papel, mesmo que o tempo seja pouco, deverá ser com qualidade e isso pressupõe impreterivelmente amor e compreensão.

    O passo mais importante para entender e comunicar-se com essas crianças “especiais” é mudar a nossa forma de pensar a respeito delas, derrubando os nossos paradigmas para honrar os pequenos como presentes, ao invés de vê-los como problemas. Assim, abriremos as portas para perceber a grande sabedoria que elas trazem. Eles honrarão essa intenção e um caminho para o entendimento aparecerá.

    Devemos voltar no tempo quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco com ternura e com os olhos cheios de doçura, ensinavam-nos boas maneiras, a falar com Deus e formas simples de cuidarmos da saúde. Este ainda é o método mais efetivo de tratar as modernas crianças, todas elas, índigo ou não.

    Myrella Brasil

    Publicado no dia 13 de junho de 2013, no Diário da Manhã

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