• Esperança por dias melhores!

    Esperança é esperar algo bom para o futuro. Mas esperar pressupõe passividade e na verdade o sentimento de esperança deve ser acompanhado de ação. Devemos nos perguntar o que estamos fazendo para que o nosso futuro e de nossos descendentes sejam melhores?

    Enquanto os noticiários somente dão destaque à notícias de violência e desesperança, querendo fazer-nos acreditar que não existe nada de bom acontecendo no mundo, pessoas se reúnem para tentar praticar aquilo que o Mestre Jesus nos ensinou: que todos somos irmãos! Então como devemos tratar nosso irmão? Principalmente com respeito e tolerância pelas diferenças.

    Acabo de voltar de um Congresso de Esperanto, onde congregavam-se centenas de pessoas, entre as quais pessoas de outros países/línguas/culturas, com um mesmo sonho, o mesmo ideal, o de esperança por dias melhores, de paz, união e fraternidade entre os povos.

    Quem nunca participou de um evento como este, não imagina como é estar num local com pessoas de diversas nacionalidades e não ter ideia de onde elas são, e não fazer a mínima diferença, pois ali somos todos iguais, cidadãos do mundo, irmãos de ideal. É uma experiência única e enobrecedora!

    A língua Esperanto, cujo nome significa: “Aquele que tem esperança”, foi criada pelo médico polonês Luíz Lázaro Zamenhof, em 1887, que presenciava em sua vizinhança a intolerância e o preconceito entre diversos grupos originários de diferentes etnias, e aos 18 anos de idade ele idealizou aquela que seria criada para ser a Língua Universal, tendo como preceito básico a união e a fraternidade.

    É falada em todos os países do mundo, tendo crescido enormemente seus adeptos nos últimos anos, sobretudo graças à Internet. Atualmente, o Esperanto está em todo lugar, sendo usado por pessoas que, mesmo sabendo outras línguas, preferem usar aquela que eles livremente escolheram. Não sendo uma língua imposta, é de todos que a usam.

    Existe uma lei tramitando no Congresso, já aprovada pelo Senado, proposta pelo senador Cristovam Buarque, que permitirá que todas as escolas públicas brasileiras disponibilizem a disciplina de Esperanto como uma disciplina optativa. Em vista disso a UnB – Universidade Federal de Brasília, já está oferecendo o Curso de Esperanto em seu Centro de Línguas para formação de professores. unbidiomas.net/, http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=454210

    E para quem não sabe, é possível fazer curso pela internet (http://pt.lernu.net/ e http://esperanto.brazilo.org/wp2/aprenda/mia-amiko/), se preparar e fazer um exame de proficiência da língua que é reconhecido pela União Européia.

    Um curso de apenas 4 meses é o suficiente para aprender o idioma por ser extremamente simples. Os cursos são dados por esperantistas e geralmente sem fins lucrativos. Os cursos começarão em Goiânia em março. Confira na Associação Goiana de Esperanto, http://esperanto-goias.org.br/

    Existe ainda um sistema chamado Pasporta Servo, intercâmbio cultural que os esperantistas do mundo se inscrevem para receber e hospedar amigos gratuitamente. http://www.pasportaservo.org/

    Assim, enquanto certas línguas causam divisões, o Esperanto veio para unir e trazer esperança de que um dia todos nós nos sentiremos irmãos, habitantes da mesma casa, o Planeta Terra.

    Para todos aqueles que estavam naquele evento, já estávamos vivenciando o que para muitos seria uma grande utopia.

    Então, não deixe que ninguém fale pra você que não adianta sonhar, prove para si mesmo que é possível um mundo melhor!

    E como diz Gandhi: “Seja a mudança que deseja ver no mundo!”

    Se queres um mundo melhor, crie-o dentro de si mesmo. Procure ter coerência com o que espera e aquilo que vivencia em sua vida.

    Comece hoje a criar paz em seu interior, para que ela se manifeste no mundo ao seu redor, trazendo esperança para todos nós e para que as futuras gerações se beneficiem de nossas escolhas mais conscientes!

    Myrella Brasil
    Publicado no dia 24 de Janeiro de 2013, no Diário da Manhã

Deixe uma resposta