• O Perdão

    O Perdão é filho do Amor. E é uma das ferramentas mais poderosas de libertação e paz que o Ser pode ter. Mas porque é tão difícil perdoar ou perdoar-se? Em decorrência da incompletude da Alma, pois o que preenche o vazio entre a Alma e o Criador é o Amor. Sem o Amor não conseguiremos atingir esta completude!

    “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos” – diz o Mestre. Assim não podemos amar ao Criador sem antes amar o nosso próximo e tão pouco amar este sem amar a nós mesmos. Será que verdadeiramente praticamos o auto-amor, auto-respeito e auto-perdão?

    A culpa é um entrave nos anais da existência. É como se o indivíduo quisesse se punir para se sentir melhor consigo mesmo, na tentativa de atenuar o peso que recai sobre sua consciência. Mas o que ele está conseguindo com tal atitude? Apenas o entorpecimento de sua alma e o vazio da escuridão.

    Pense sempre que você fez o melhor que podia naquele momento!

    Lembrando a frase de Chico Xavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” Então, nunca desista de si mesmo, nunca pense: “É tarde demais!” Sempre há tempo de recomeçar!

    Tudo que nós amealhamos no mundo são os tesouros d’alma! Saibamos garimpar estes tesouros nas experiências da vida terrena. Se não formos cuidadosos, os deixaremos esquecidos pela estrada da vida, perdendo a oportunidade bendita de coletar reluzentes e inigualáveis joias de valor inestimáveis!

    O auto-respeito é um passo importantíssimo para o auto-amor. Devemos respeitar os nossos limites não só físicos como também emocionais e psicológicos. Não agrida-se, exigindo de si mesmo o que não é possível oferecer no momento, seja complacente consigo, tenha paciência!

    O auto-perdão é a maior carta de alforria que podemos dar a nós mesmos, nos libertando dos enganos do passado e nos preparando para as bençãos de um futuro glorioso!

    O auto-amor é o mais alto grau de Amor que o ser pode ter, pois percebe a porção Divina que reside nele e a honra incondicionalmente. Assim é imprescindível a busca por uma saúde orgânica e espiritual, pois você merece o melhor!

    Quando não perdoamos o outro e sentimos dificuldade de nos libertarmos dos rancores e ressentimentos é impreterivelmente uma relação de espelhamento com as características que ainda não conseguimos dominar em nós mesmos e as vemos no outro. Fazendo-nos lembrar que não somos perfeitos, incomodando-nos profundamente. Por isso, reflita sobre o que você não gosta no outro e tente identificar esta característica em você.

    Certificando sua falibilidade, trabalhará outra característica fundamental para a evolução humana – a humildade – que o colocará com um olhar mais fraternal aos seus semelhantes.

    Aquele que não busca perdoar, decreta seu estado permanente de infelicidade e doença, causando dores físicas e n’alma.

    Perdoar é antes de mais nada um ato de extrema inteligência e auto-amor, pois quem perdoa o outro, esta sendo perdoado aproximando-se do paraíso psíquico, vivenciando um estado de plenitude, felicidade e paz!

    Myrella Brasil
    Publicado dia 06 de dezembro de 2012, no Diário da Manhã 

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