• Simplicidade Voluntária

    A felicidade está nas coisas simples e triviais da vida, no olhar, no ser, no sentir…

    Vivemos num momento em que o consumismo está exacerbado e a aparência e o status determinam quem é “digno” de respeito e atenção. As conversas em rodas de amigos são sempre as mesmas, mostrar quem tem mais e melhor!

    Queremos sempre coisas novas, roupas, carros, imóveis, viagens… Mesmo sem a mínima necessidade! Apenas para suprir um vazio existencial e a necessidade de mostrar aos outros que também podemos ter! Mesmo que realmente tenhamos recursos financeiros de sobra, gastar de forma egoísta pode nos trazer uma satisfação momentânea, mas não um estado real de felicidade, aumentando cada vez mais a angústia e o vazio. É aquela tristeza constante que você não sabe bem explicar de onde vem!

    Se o acúmulo de bens fosse sinônimo de felicidade, a maioria de nós o seria.

    O viver não é apenas trabalhar e consumir e depois trabalhar mais para consumir mais ainda!

    Dê uma olhada em sua casa e veja quantas coisas desnecessárias você acumula. Quando for comprar algo se pergunte: Eu realmente preciso disso? Ou é apenas por impulsividade?

    Se uma família de classe média juntar tudo que gasta desnecessariamente daria para alimentar uma família carente por toda uma vida! Já pensou nisso? http://www.redesolidaria.org.br

    Você pode ser do tipo que não se preocupa com assuntos como Reutilizar, Reciclar, Reaproveitar, mas quando lhe faltar itens básicos como água potável, energia, alimentos, etc, você certamente se preocupará. Mas isso não vai adiantar, temos que nos conscientizar, enquanto ainda há tempo para revertermos a situação.

    Mas a realidade é que enquanto poucos se preocupam e modificam seus hábitos em prol de todos, muitos por descaso ou ignorância aceleram o processo de destruição do Meio Ambiente.

    Foi criado um movimento chamado “Simplicidade Voluntária”, são pessoas que voluntariamente se desfizeram dos excessos de suas vidas e hoje vivem com o necessário para serem felizes!

    Não faz-se necessário se tornar Francisco de Assis, largar tudo para traz, até a roupa do corpo, para viver com simplicidade.

    Viver com simplicidade é falar, vestir, comer, comprar, etc, sem desperdícios.

    A simplicidade exterior ajuda a aumentar a riqueza interior!

    No livro Simplicidade Voluntária, a autora Duane Elgin nos mostra o caminho da felicidade através de uma vida de simplicidade consciente que, em nenhum momento, pode ser confundida com uma vida de privações e de pobreza.

    Buscar uma vida de simplicidade não é abrir mão do conforto, mas, sem dúvida, é ter mais consciência de uma filosofia de vida saudável para si e para toda a humanidade. Nesse sentido, Duane Elgin dá um exemplo peculiar, de um cidadão que opta por ir ao trabalho de bicicleta para não poluir o ambiente, economizar combustível e deixar de lado a vida sedentária, e de outro lado um cidadão que vai ao trabalho de bicicleta por pura falta de opção. No primeiro caso, o ciclista faz dessa rotina um prazer; e no segundo, uma tortura.

    Simplicidade Voluntária nos mostra que existem três alternativas diante de nós – o colapso, a estagnação e a transformação. Iniciamos um processo de transição que sai do âmbito individual para ganhar dimensões globais e nesse cenário, cada um de nós é responsável pela maneira como faz uso de cada momento.

    A simplicidade de viver é essencial para evitarmos desvios no processo da evolução. A autora explica ainda que não há uma receita para se definir uma vida de simplicidade consciente, mas um padrão geral de comportamento e de atitudes que caracterizam as pessoas que escolhem esse caminho. http://www.simplicidadevoluntaria.com

    Sócrates, filósofo grego, gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”

    E como disse o poeta Khalil Gibran, a simplicidade é o último grau da sabedoria.

     

    Myrella Brasil.

    Publicado no dia 26 de julho de 2012, no Diário da Manhã

Deixe uma resposta